MPF pede suspensão de extração mineral no Rio Piauí por impactos a comunidade quilombola

Exploração mineral irregular: comunidade quilombola denuncia impactos de extração mineral O Ministério Público Federal (MPF) entrou na Justiça para pedir...

MPF pede suspensão de extração mineral no Rio Piauí por impactos a comunidade quilombola
MPF pede suspensão de extração mineral no Rio Piauí por impactos a comunidade quilombola (Foto: Reprodução)

Exploração mineral irregular: comunidade quilombola denuncia impactos de extração mineral O Ministério Público Federal (MPF) entrou na Justiça para pedir a suspensão imediata da extração mineral no Rio Piauí, em São João do Piauí, no Sul do estado. Segundo o órgão, a atividade, conhecida como “Draga do Jairo”, opera com licença ambiental vencida desde 2023. De acordo com o MPF, a medida é urgente para evitar danos à saúde e ao modo de vida da Comunidade Quilombola Saco Curtume, diretamente afetada pela atividade. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Segundo a ação, caminhões que transportam o material passam todos os dias pela comunidade e levantam muita poeira. A situação tem prejudicado principalmente crianças e idosos. Vistorias técnicas também apontaram irregularidades. A extração estaria sendo feita em área diferente da autorizada. O MPF destacou ainda a falta de consulta à comunidade quilombola, que tem território reconhecido pela Fundação Cultural Palmares. Pela lei, os moradores deveriam ter sido ouvidos antes do início da atividade. O órgão também apontou falhas do poder público. Segundo o MPF, a Prefeitura de São João do Piauí não adotou medidas básicas, como pavimentar a estrada usada pelos caminhões. Já a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh) teria revogado um embargo e reduzido penalidades, mesmo com a continuidade das irregularidades. Procurada, a Semarh não se manifestou até a última atualização desta reportagem. Diante disso, o MPF pede a suspensão de novas licenças para o local e a anulação de autorizações concedidas sem consulta à comunidade. O órgão também solicita a condenação do estado, do município e do responsável pela atividade ao pagamento de R$ 200 mil por danos morais coletivos. O valor deve ser usado em melhorias para a comunidade. Extração mineral em rio (foto de arquivo) Divulgação *Gabriely Corrêa, estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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